quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A importância de Barack Obama
Barack Obama, 1º
presidente negro dos Estados Unidos
Barack Hussein Obama Jr. é um político
norte-americano, eleito presidente dos Estados Unidos em 2008, o primeiro negro
a conquistar o comando do país.
Sua carreira política teve inicio em 1997, quando, pelo partido Democrata,
tornou-se Senador do Estado de Illinois, cargo que ocupou até 2004. Foi eleito
para o Congresso dos EUA nesse mesmo ano, principalmente por ser contra a
invasão do Iraque.
Nas
prévias democratas, concorreu com a ex-primeira dama, e atual senadora Hillary
Clinton. Percebendo a ascensão de Obama, Hillary desistiu da vaga de candidata à
presidência e declarou apoio a Barack Obama.
Obama
aposta na insatisfação da população com a política do atual presidente George W. Bush. Em seus
discursos, fica clara sua preocupação com o sistema de saúde, se posiciona a
favor do fim da guerra do Iraque e do uso de diplomacia para com o Irã, e é a
favor do desarmamento nuclear.
Os quilombos de Salvador
QUILOMBO DO BURACO DO TATU (1744-1765)
Situava-se este quilombo nas proximidades de Salvador, a duas léguas e meia, "nas margens da atual estrada que liga Campinas a Santo Amaro de Ipitanga", sendo que o local onde existiu ainda se denomina "Buraco do Tatu". O quilombo teve início em 1744 e em 1760 possuía grande número de habitantes. Era bem protegido e defendido por "estrepes e armadias", colocadas nos matos que o circundavam, para dificultar a aproximação de elementos estranhos e das tropas das milícias da Capitania que os iam atacar. Os calhambolas do Buraco do Tatu, praticavam assaltos, roubavam fazendolas e sítios dos arredores; "à noite demonstrando grande coragem e ousadia, penetravam pelas ruas da cidade a prover-se de pólvora, chumbo e das mais bagatelas que precisavam para a sua defesa".
Considerando o quilombo do Buraco do Tatu de alta periculosidade, o governo interino da Bahia (formado pelo coronel Gonçalo Xavier de Brito Alvim, Chanceler José de Carvalho e Arcebispo Dom Frei Manuel de Santa Inês) ordenou sua imediata destruição, organizando para tal fim uma expedição com 200 pessoas, sob o comando do Capitão-Mor Joaquim da Costa Cardoso. O ataque realizou-se a 2 de setembro de 1763, sendo o quilombo arrasado, e vários rebeldes feitos prisioneiros.
QUILOMBOS DE "NOSSA SENHORA DOS MARES" E "CABULA"
Também localizados nos arredores de Salvador tiveram, como o do Buraco do Tatu, "grande importância e periculosidade", tendo o governador e capitão-general da Bahia, Conde da Ponte, cuidado imediatamente de destruí-lo, chamando à sua presença, em 29 de março de 1807, o Capitão-Mor das Entradas e Assaltos do Termo da Cidade do Salvador, Severino da Silva Lessa, a quem encarregou de cuidar da repressão aos aquilombados.
A 30 de março de 1807, o Sr. Severino Lessa "requereu 80 homens da Tropa de Linha" devidamente selecionados e municiados, com os quais "cercou várias casas e arraiais na distância de duas léguas desta cidade, ali aprisionando 78 pessoas" entre os quais se encontravam escravos, negros forros, e dois dos principais cabeças, posteriormente remetidos presos ao Arsenal.
Em carta remetida ao ministro da Marinha e Ultramar, em 7 de abril de 1807, o conde da Ponte ainda detalha: "houve alguma resistência e pequenos ferimentos", acrescentando que "os pretos achados nesses ajuntamentos, mandei-os para o Arsenal, empregá-los nas reais obras e as mulheres para as cadeias da Cidade". Diz ainda o Conde da Ponte que "os escravos fazem já muita diferença na obediência devida aos seus senhores".
QUILOMBO DO URUBU (1826)
Conta-nos José Alípio Goulart: "em 1826 formou-se um grande quilombo chamado URUBU, no sítio Cajazeiro, nas proximidades da Capital". Os documentos da época dizem que os quilombolas do URUBU "premeditavam apresentar uma revolução na Cidade". Para tanto começaram por realizar alguns ataques na região. No dia 15 de dezembro de 1826, "praticaram alguns ataques no Cabula contra lavradores, raptando uma menina que com sua família passava numa roça no dito sítio, e que dois dias depois foi encontrada muito maltratada e recolhida ao Hospital da Misericórdia.
Alguns capitães-do-mato, tomando conhecimento das ações perpetradas pelos rebeldes, resolveram destruí-los e entrando em luta com os quilombolas mataram dois e feriram um terceiro, "tendo esse combate se dado a 17 de dezembro".
Situava-se este quilombo nas proximidades de Salvador, a duas léguas e meia, "nas margens da atual estrada que liga Campinas a Santo Amaro de Ipitanga", sendo que o local onde existiu ainda se denomina "Buraco do Tatu". O quilombo teve início em 1744 e em 1760 possuía grande número de habitantes. Era bem protegido e defendido por "estrepes e armadias", colocadas nos matos que o circundavam, para dificultar a aproximação de elementos estranhos e das tropas das milícias da Capitania que os iam atacar. Os calhambolas do Buraco do Tatu, praticavam assaltos, roubavam fazendolas e sítios dos arredores; "à noite demonstrando grande coragem e ousadia, penetravam pelas ruas da cidade a prover-se de pólvora, chumbo e das mais bagatelas que precisavam para a sua defesa".
Considerando o quilombo do Buraco do Tatu de alta periculosidade, o governo interino da Bahia (formado pelo coronel Gonçalo Xavier de Brito Alvim, Chanceler José de Carvalho e Arcebispo Dom Frei Manuel de Santa Inês) ordenou sua imediata destruição, organizando para tal fim uma expedição com 200 pessoas, sob o comando do Capitão-Mor Joaquim da Costa Cardoso. O ataque realizou-se a 2 de setembro de 1763, sendo o quilombo arrasado, e vários rebeldes feitos prisioneiros.
QUILOMBOS DE "NOSSA SENHORA DOS MARES" E "CABULA"
Também localizados nos arredores de Salvador tiveram, como o do Buraco do Tatu, "grande importância e periculosidade", tendo o governador e capitão-general da Bahia, Conde da Ponte, cuidado imediatamente de destruí-lo, chamando à sua presença, em 29 de março de 1807, o Capitão-Mor das Entradas e Assaltos do Termo da Cidade do Salvador, Severino da Silva Lessa, a quem encarregou de cuidar da repressão aos aquilombados.
A 30 de março de 1807, o Sr. Severino Lessa "requereu 80 homens da Tropa de Linha" devidamente selecionados e municiados, com os quais "cercou várias casas e arraiais na distância de duas léguas desta cidade, ali aprisionando 78 pessoas" entre os quais se encontravam escravos, negros forros, e dois dos principais cabeças, posteriormente remetidos presos ao Arsenal.
Em carta remetida ao ministro da Marinha e Ultramar, em 7 de abril de 1807, o conde da Ponte ainda detalha: "houve alguma resistência e pequenos ferimentos", acrescentando que "os pretos achados nesses ajuntamentos, mandei-os para o Arsenal, empregá-los nas reais obras e as mulheres para as cadeias da Cidade". Diz ainda o Conde da Ponte que "os escravos fazem já muita diferença na obediência devida aos seus senhores".
QUILOMBO DO URUBU (1826)
Conta-nos José Alípio Goulart: "em 1826 formou-se um grande quilombo chamado URUBU, no sítio Cajazeiro, nas proximidades da Capital". Os documentos da época dizem que os quilombolas do URUBU "premeditavam apresentar uma revolução na Cidade". Para tanto começaram por realizar alguns ataques na região. No dia 15 de dezembro de 1826, "praticaram alguns ataques no Cabula contra lavradores, raptando uma menina que com sua família passava numa roça no dito sítio, e que dois dias depois foi encontrada muito maltratada e recolhida ao Hospital da Misericórdia.
Alguns capitães-do-mato, tomando conhecimento das ações perpetradas pelos rebeldes, resolveram destruí-los e entrando em luta com os quilombolas mataram dois e feriram um terceiro, "tendo esse combate se dado a 17 de dezembro".
Liberdade: O bairro negro de Salvador
Considerado por muitos o bairro com maior quantidade de negros de
Salvador (Bahia), que por sua vez é a cidade com mais negros do Brasil, conclui-se
que é o bairro com mais negros do Brasil. É o segundo mais populoso, superado
apenas por Cajazeiras.
Quando vencemos a guerra de Independência da Bahia, ali marcharam vitoriosas as tropas que haviam libertado o Estado do jugo colonial português - recebendo desde então o nome de Estrada da Liberdade - um sentimento, a maior data da história da Bahia, o nome deste bairro que, mais que tudo, respira Liberdade.
É um bairro muito alegre, onde sempre há festas. Na Liberdade há também um plano inclinado. Da Liberdade surgiu o Associação Cultural Ilê Aiyê, bloco de carnaval que cultiva as raízes africanas e desenvolve um trabalho social que busca resgatar a auto-estima do povo negro, a partir de ações afirmativas.
Localizado no alto do platô que divide a Cidade Baixa, onde está o cais do porto, da parte elevada (Cidade Alta), a Liberdade possui uma grande concentração populacional, em geral de baixa renda, mas nem por isso dotada de uma infra-estrutura própria, podendo ser considerada que tem uma vida comunitária própria, uma grande "cidade" dentro da Metrópole.
Quando vencemos a guerra de Independência da Bahia, ali marcharam vitoriosas as tropas que haviam libertado o Estado do jugo colonial português - recebendo desde então o nome de Estrada da Liberdade - um sentimento, a maior data da história da Bahia, o nome deste bairro que, mais que tudo, respira Liberdade.
É um bairro muito alegre, onde sempre há festas. Na Liberdade há também um plano inclinado. Da Liberdade surgiu o Associação Cultural Ilê Aiyê, bloco de carnaval que cultiva as raízes africanas e desenvolve um trabalho social que busca resgatar a auto-estima do povo negro, a partir de ações afirmativas.
Localizado no alto do platô que divide a Cidade Baixa, onde está o cais do porto, da parte elevada (Cidade Alta), a Liberdade possui uma grande concentração populacional, em geral de baixa renda, mas nem por isso dotada de uma infra-estrutura própria, podendo ser considerada que tem uma vida comunitária própria, uma grande "cidade" dentro da Metrópole.
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